segunda-feira, 9 de março de 2009

Educadora

“Compreendi que viver é ser livre... Que ter amigos é necessário... Que lutar é manter-se vivo... Que pra ser feliz basta querer... Aprendi que o tempo cura... Que magoa passa... Que decepção não mata... Que hoje é reflexo de ontem... Compreendi que podemos chorar sem derramar lagrimas... Que os verdadeiros amigos permanecem... Que dor fortalece... Que vencer engrandece... Aprendi que sonhar não é fantasiar... Que pra sorrir tem que fazer alguém sorrir...Que a beleza não está no que vemos, e sim no que sentimos... Que o valor está na força da conquista... Compreendi que as palavras tem força... Que fazer é melhor que falar... Que o olhar não mente... Que viver é aprender com os erros... Aprendi que tudo depende da vontade... Que o melhor é ser nós mesmos... Que o SEGREDO da vida é VIVER !!!”
Autor Desconhecido

Há pessoas que aprendem antes outras demoram mais, o aprendizado não tem validade, não tem limite, não tem distinção. Nobre é o dom de guiar pelo caminho seja das letras ou da vida. Nobre és tu professor que vives para educar na escola ou na vida, mesmo que não conclua seu apredizado, o que por ti foi ensinado jamais será esquecido.
uma homenagem a uma amiga que passou muito de seu tempo de vida a educar e evangelizar crianças e jovens, para as letras e a vida. Que me ensinou que errar é humano e perdoar também.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Incoerência

Nem sempre a vida faz sentido, nem sempre nossas escolhas fazem sentido, nem sempre as pessoas fazem sentido. Nos resta fazer o que nosso coração nos diz e mergulhar sem medo, da vida, do amor, das pessoas e até mesmo da morte. Não se deixe abater, não se deixe menosprezar, não se deixe magoar. Eu amo a vida, e vou amar tudo e todos ao seu redor independente de tudo e todos. Me atire pedras, eu te mando flores. Me bata que te beijo.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

"Eu tenho medo..."

Miedo - Lenine

Composição: Pedro Guerra/Lenine/Robney Assis

Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da

El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor

Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá

Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar

Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor

El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar

Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo

Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão

Medo de fechar a cara
Medo de encarar
Medo de calar a boca
Medo de escutar
Medo de passar a perna
Medo de cair
Medo de fazer de conta
Medo de dormir
Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez

Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá
Medo... que dá medo do medo que dá

domingo, 8 de fevereiro de 2009

"Perdoe seus inimigos, mas não os confunda com um amigo."
Paulo Coelho

Hoje o dia amanheceu com preguiça, fingindo ainda ser noite. Depois de um dia de luz que encerrou-se silêncioso. O silêncio sempre traz lembrança nem sempre boas, lembranças de traições que dilaceraram seus sentimentos, que encerraram amizades, que mutilaram corações. As mais doloridas de amigo, pessoas que supostamente passavam por amigos. Que vc achava poder dar a chave da sua vida, e dividir todas as portas do seu coração, e um belo dia se vão sem consideração alguma, e levando o pouco que vc tinha. Deixando vazio, dor, e mágoa. Transformando sua vida em um inferno, de luta para um dia colocar de pé todas as portas de volta no lugar. Nesse dia talvez, uma amigo que se mostrou inimigo, mereça um perdão, mas de hoje até esse dia ainda tem uma longa jornada a ser vencida, e inúmeras experiências a serem vividas, que talvez possibilitaram que o perdão aconteça. No momento a raiva, e a mágoa, deixam o caminho meio nublado, e completamente incoerente.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas...
continuarei a escreve."
Clarice Lispector

Há fatos sem explicação, pelo menos visto de uma das margens do rio. O ser precipita-se, lança-se ao rio sem saber se irá alcança a outra margem, um diálogo entre a vida e a morte, a verdade e a ilusão, a solidão e o solitário. Uma pergunta poderia guiá-lo , fazendo submergir uma ponte ou um abismo, mas mantém-se o silêncio, companheiro inseparável da solidão. O cansaço o alcança, ele pensa em desistir, mas não há uma terceira opção, o rio tem apenas duas margens, e assim que deve ser. Tomado pelo cansaço o ser padece frente ao orgulho. Rio, solidão, silêncio e orgulho versus um ser solitário e cansado, quem irá vencer tão diária disputa? Há muitas perguntas que nunca foram feitas, há muitas respostas que ainda naum foram dadas, e outras tantas q nunca serão.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Espelho

"O que é um espelho?
Não existe a palavra espelho - só espelhos, pois um único é uma infinidade de espelhos. - Em algum lugar do mundo deve haver uma mina de espelhos?
Não são preciso muitos para se ter a mina faiscante e sonambúlica: bastam dois, e um reflete o reflexo do que o outro refletiu, num tremor que se transmite em mensagem intensa e insistente ad infinitum, liquidez em que se pode mergulhar a mão fascinada e retirá-la escorrendo de reflexos, reflexos dessa dura água.

- O que é um espelho? Como a bola de cristal dos videntes, ele me arrasta para o vazio que no vidente é o seu campo de meditação, e em mim o campo de silêncios e silêncios. - Esse vazio cristalizado que tem dentro de si espaço para se ir para sempre sem parar: pois espelho é o espaço mais profundo que existe.- E é coisa mágica: quem tem um pedaço quebrado já poderia ir com ele meditar no deserto. De onde também voltaria vazio, iluminado e translúcido, e com o mesmo silêncio vibrante de um espelho.- A sua forma não importa: nenhuma forma consegue circunscrevê-lo e alterá-lo, não existe espelho quadrangular ou circular: um pedaço mínimo é sempre o espelho todo: tira-se a sua moldura e ele cresce assim como água se derrama.

- O que é um espelho? É o único material inventado que é natural. Quem olha um espelho conseguindo ao mesmo tempo isenção de si mesmo, quem consegue vê-lo sem se ver, quem entende que a sua profundidade é ele ser vazio, quem caminha para dentro de seu espaço transparente sem deixar nele o vestí­gio da própria imagem - então percebeu o seu mistério. Para isso há-de se surpreendê-lo sozinho, quando pendurado num quarto vazio, sem esquecer que a mais tênue agulha diante dele poderia transformá-lo em simples imagem de uma agulha.

Devo ter precisado de minha própria delicadeza para não atravessá-lo com a própria imagem, pois espelho que eu me vejo sou eu, mas espelho vazio é que é espelho vivo. Só uma pessoa muito delicada pode entrar num quarto vazio onde há um espelho vazio, e com tal leveza, com tal ausência de si mesma, que a imagem não marca. Como prêmio, essa pessoa delicada terá então penetrado num dos segredos invioláveis das coisas: Vi o espelho propriamente dito.E descobri os enormes espaços gelados que ele tem em si, apenas interrompidos por um ou outro alto bloco de gelo.

Em outro instante, este muito raro - e é preciso ficar de espreita dias e noites, em jejum de si mesmo, para poder captar esse instante - nesse instante consegui surpreender a sucessão de escuridões que há dentro dele. Depois, apenas com preto e branco, recapturei sua luminosidade arco-irisada e trêmula. Com o mesmo preto e branco recapturei também, num arrepio de frio, uma de suas verdades mais difí­ceis: o seu gélido silêncio sem cor. É preciso entender a violenta ausência de cor de um espelho para poder recriá-lo, assim como se recriasse a violenta ausência de gosto da água."

Clarice Lispector - Para não esquecer.Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Hoje uma noite qualquer onde coisas quaisquer acontecem, nada aconteceu, nem um gosto, nem um rosto, nada no espelho me agrada, nada aqui dentro me agrada, sinto-me vazia de qualquer sensação, os sentimentos se confundem, hora ódio, hora... Paralisei em frente ao espelho sem roupa, sem cara, sem graça. Não consigo me ver, não consigo ver nada, meu caminho está escuro, há sempre uma luz a espreita, só não decidi-me por encontra-lá.