quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas...
continuarei a escreve."
Clarice Lispector

Há fatos sem explicação, pelo menos visto de uma das margens do rio. O ser precipita-se, lança-se ao rio sem saber se irá alcança a outra margem, um diálogo entre a vida e a morte, a verdade e a ilusão, a solidão e o solitário. Uma pergunta poderia guiá-lo , fazendo submergir uma ponte ou um abismo, mas mantém-se o silêncio, companheiro inseparável da solidão. O cansaço o alcança, ele pensa em desistir, mas não há uma terceira opção, o rio tem apenas duas margens, e assim que deve ser. Tomado pelo cansaço o ser padece frente ao orgulho. Rio, solidão, silêncio e orgulho versus um ser solitário e cansado, quem irá vencer tão diária disputa? Há muitas perguntas que nunca foram feitas, há muitas respostas que ainda naum foram dadas, e outras tantas q nunca serão.

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