sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Incoerência
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
"Eu tenho medo..."
Miedo - Lenine
Composição: Pedro Guerra/Lenine/Robney Assis
Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da
El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor
Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar
Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da
Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor
El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar
Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão
Medo de fechar a cara
Medo de encarar
Medo de calar a boca
Medo de escutar
Medo de passar a perna
Medo de cair
Medo de fazer de conta
Medo de dormir
Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá
Medo... que dá medo do medo que dá
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Paulo Coelho
Hoje o dia amanheceu com preguiça, fingindo ainda ser noite. Depois de um dia de luz que encerrou-se silêncioso. O silêncio sempre traz lembrança nem sempre boas, lembranças de traições que dilaceraram seus sentimentos, que encerraram amizades, que mutilaram corações. As mais doloridas de amigo, pessoas que supostamente passavam por amigos. Que vc achava poder dar a chave da sua vida, e dividir todas as portas do seu coração, e um belo dia se vão sem consideração alguma, e levando o pouco que vc tinha. Deixando vazio, dor, e mágoa. Transformando sua vida em um inferno, de luta para um dia colocar de pé todas as portas de volta no lugar. Nesse dia talvez, uma amigo que se mostrou inimigo, mereça um perdão, mas de hoje até esse dia ainda tem uma longa jornada a ser vencida, e inúmeras experiências a serem vividas, que talvez possibilitaram que o perdão aconteça. No momento a raiva, e a mágoa, deixam o caminho meio nublado, e completamente incoerente.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
continuarei a escreve."
Clarice Lispector
Há fatos sem explicação, pelo menos visto de uma das margens do rio. O ser precipita-se, lança-se ao rio sem saber se irá alcança a outra margem, um diálogo entre a vida e a morte, a verdade e a ilusão, a solidão e o solitário. Uma pergunta poderia guiá-lo , fazendo submergir uma ponte ou um abismo, mas mantém-se o silêncio, companheiro inseparável da solidão. O cansaço o alcança, ele pensa em desistir, mas não há uma terceira opção, o rio tem apenas duas margens, e assim que deve ser. Tomado pelo cansaço o ser padece frente ao orgulho. Rio, solidão, silêncio e orgulho versus um ser solitário e cansado, quem irá vencer tão diária disputa? Há muitas perguntas que nunca foram feitas, há muitas respostas que ainda naum foram dadas, e outras tantas q nunca serão.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Espelho
Hoje uma noite qualquer onde coisas quaisquer acontecem, nada aconteceu, nem um gosto, nem um rosto, nada no espelho me agrada, nada aqui dentro me agrada, sinto-me vazia de qualquer sensação, os sentimentos se confundem, hora ódio, hora... Paralisei em frente ao espelho sem roupa, sem cara, sem graça. Não consigo me ver, não consigo ver nada, meu caminho está escuro, há sempre uma luz a espreita, só não decidi-me por encontra-lá.
